24 de junho de 2026
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Mercado do boi gordo registra novas quedas em São Paulo

Carne bovina mantém ritmo forte nas exportações

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O mercado do boi gordo em São Paulo voltou a registrar pressão nesta terça-feira (23), segundo análise do informativo "Tem Boi na Linha", divulgado pela Scot Consultoria. Após os recuos observados na segunda-feira (22) para o boi gordo e o chamado "boi China", o mercado iniciou o dia com estabilidade nessas categorias, mas as cotações das fêmeas apresentaram novas quedas.

De acordo com o levantamento, o preço da vaca recuou R$ 2,00 por arroba, enquanto a novilha registrou queda de R$ 3,00 por arroba. O movimento foi influenciado pela postura das indústrias frigoríficas que já possuíam volume suficiente de animais para os abates restantes de junho e passaram a negociar com maior cautela visando a formação das escalas para o início de julho.

A análise aponta que a oferta de animais foi suficiente para atender à demanda do mercado. Embora não tenha havido excedentes, a disponibilidade de boiadas melhorou em comparação aos dias anteriores. Os vendedores continuaram distribuindo os lotes de forma escalonada, porém com menor intensidade.

Mesmo com a presença de uma demanda considerada regular por parte dos exportadores, o volume de compras não foi suficiente para sustentar os preços do mercado interno. Segundo a Scot Consultoria, essa procura ajudou a limitar quedas mais expressivas nas cotações.

As escalas de abate estavam, em média, posicionadas para oito dias. O levantamento também identificou negócios realizados abaixo das referências vigentes, embora ainda sem volume suficiente para alterar os parâmetros de mercado.

No cenário externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura seguiram em ritmo elevado ao longo de junho, apesar de uma desaceleração gradual nas últimas semanas. Conforme a análise, a terceira semana do mês registrou embarques menores do que a segunda, que já havia apresentado desempenho inferior ao da primeira semana.

Ainda assim, a média diária exportada alcançou 13,4 mil toneladas, volume 10,9% superior ao registrado no mesmo período de junho de 2025. Em 14 dias úteis, os embarques somaram 187,1 mil toneladas, o equivalente a 77,6% de todo o volume exportado em junho do ano passado, quando o mês contou com 20 dias úteis.

O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 6,5 mil, representando alta de 19,8% na comparação com o mesmo período de 2025. O desempenho reforça a valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Segundo a Scot Consultoria, a combinação entre volumes elevados de embarques e preços mais altos mantém a perspectiva de que junho de 2026 possa registrar o maior faturamento para o mês em toda a série histórica. Até a terceira semana, o setor já havia alcançado 93% da receita obtida em todo o mês de junho de 2025.

Com informações de Seane Lennon — Agrolink.

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